pílulas de um fds carioca

é verão e, com ele, vem a primeira ponte-aérea do ano. poucas estações são mais cariocas do que esta. a cidade fica cheia – de turistas, inclusive – e nem mesmo o tempo nublado consegue intimidar. deixei Sp a 16 graus na manhã de sábado para ser recebida de braços abertos pelo redentor, para beber à beira-mar, pôr o papo em dia com amigas e família, e até para começar a maratona pré-Oscar.

Fim de tarde no Aterro – um presente de S. Pedro
Anel emprestado (ou ganhado?) da vovó
Cineminha + livraria no Domingo

você percebe que está morando há muito tempo em Sp quando chega para almoçar e fica indignada pelo fato daquele restaurante não ter valet. mas fica encantada quando um dia que começou cinza termina colorido. e como é mais gostoso correr ao ar livre do que na esteira…

mas a melhor parte ainda é sentir saudades da sua casa – ainda que ela esteja a um voo de distância – e ficar entusiasmada com a perspectiva de voltar. Boa semana a todos!

Rio de sol, Rio de chuva

dessa vez, foi quase uma epopeia chegar ao Rio. entre voo perdido e ficar presa para fora de casa, quase desisti. mas atravessando a Delfim Moreira sob o sol de sábado, sobrava certeza que tudo tinha valido a pena. o sábado foi perfeitamente carioca: amigos na praia, mate gelado, chope no Bar Lagoa e a chuva só apareceu depois das 6 da tarde. em dias como esse, minha alma canta – e eu sei que não preferia estar em nenhum outro lugar do mundo. no papo da praia, uma amiga contava dos planos iminentes de se mudar para a Europa, atrás de uma proposta de trabalho. com toda a excitação da novidade, uma voz no fundo dizia “você só pode estar louca de pensar em deixar isso aqui pra trás”. aí uma voz muito mais consciente me lembra: quem é você pra dizer isso. não há nada mais perfeito do que um sábado carioca.
mas a mesma chuva que chegou na hora certa, não parou, e o domingo amanheceu cinzento, daqueles dias perfeitos para ficar em casa. só que a minha casa, hoje, está lá do outro lado da ponte-aérea. então parei para me perguntar o que se faz mesmo quando chove no Rio? preguiça na cama? um filme na TV? almoço no fim da tarde? parece que ausência de sol muda a vida da cidade. as fotos orgulhosas somem do Instagram e as pessoas somem das ruas. quase que como num ato de protesto contra São Pedro, claro, por ter aprontado uma dessas em pleno domingo. definitivamente, cariocas não gostam de dias nublados.